Confira a seguir a experiência do ex petiano Andre:
Meu nome é Andre Vieira de Freitas
Araujo. Fiz graduação em Biblioteconomia e Documentação na UNESP e mestrado em
História Social na USP. Atualmente desenvolvo meu doutorado em Ciência da Informação
na ECA-USP e sou docente do Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de
Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desde o início de
2012.
1) Como o PET contribuiu para a sua formação?
São muitas as contribuições. Do ponto de
vista acadêmico o PET me permitiu reconhecer a importância da pesquisa e do
envolvimento com o estudo de forma imersiva na graduação. Este aspecto foi
definidor para as minhas escolhas posteriores. Do ponto de vista das relações
humanas e de trabalho, o PET me permitiu entender os desafios e as
oportunidades do trabalho em grupo, além
de me mostrar que é possível criarmos laços afetivos mesmo dentro um
grupo tão heterogêneo.
2) Em que período você participou do PET?
Nos anos de 1999 e 2000. Só deixei o PET
em função da oportunidade que tive para desenvolver meu TCC intitulado “Bibliotecas
monásticas beneditinas: suas características na contemporaneidade” como
bolsista FAPESP.
3) De suas experiências no
PET, quais foram as mais significativas?
Sem sombra de dúvidas a realização do Psicocine (A Psicologia do
Cinema), concebido e encabeçado pelo querido professor Henrique Marcusso.
Tivemos a oportunidade de iniciar o projeto na UNESP em 1999 e o mesmo seguiu
de forma ininterrupta até 2007 (eu acho). Com o Psicocine tive a oportunidade
de manter meu vínculo contínuo com a UNESP, mesmo depois de me formar em 2001. O
Psicocine foi marcante não só pelos desafios que sempre apareciam para a sua
organização a cada edição (me lembro que tínhamos que batalhar por recursos),
mas também pela experiência sensível que tínhamos a cada encontro. Imagine a
oportunidade de refletirmos sobre a nossa existência a partir de Bergman, Tarkovsky, Kieslowski e Resnais? Isso é muito raro e ao mesmo tempo
transformador. Outras experiências foram marcantes, tais como: o estímulo à
participação em eventos científicos, o estudo de línguas e as inúmeras visitas
técnicas que nos permitiram verificar de forma aplicada alguns dos conteúdos
estudados em sala de aula. Essa história de visitas técnicas é muito
interessante: mesmo depois de formado e já como bibliotecário nunca deixei de realizá-las.
Faço visitas técnicas sempre que possível, mesmo se estou de férias e viajando
(rsrs)!
4) Dos projetos
desenvolvidos pelo PET naquela época em qual ou quais atuava?
Me lembro que me envolvi em todos os projetos e ações do PET. Ainda
tive a oportunidade de desenvolver uma parte do projeto “MIP (Moderno Profissional da Informação)”,
concebido pelo ex-tutor José Augusto Chaves Guimarães. Também me envolvi em uma
pesquisa ligada à comunicação, à época da tutoria da Profa. Maria Helena T. C.
de Barros.
5) Qual era o projeto, entre
todos do PET, que mais se destacava na sua época?
Acredito que o Psicocine, uma vez que foi um projeto de interface
declaradamente extensiva. Ou seja, a cada edição contávamos com a presença de
um grande número de pessoas de fora da universidade e, obviamente, alunos da
própria UNESP. Os debates que promovíamos à luz da Psicologia, Filosofia, História
e Estética despertavam um largo interesse pelo projeto. Também o Psicocine foi
um espaço para a exibição de um cinema de qualidade e não na linha blockbuster, que facilmente se
encontrava nos shoppings da cidade de Marília. Não é à toa que o Psicocine
virou uma atividade “institucionalizada” pela UNESP na época da tutoria da
Profa. Silvana Vidotti - uma verdadeira defensora e batalhadora do projeto. É
uma pena a sua não continuidade nos dias de hoje.
6) Quais eram
as suas atribuições?
Transitei em muitas frentes, mas a que foi mais recorrente foi a
responsabilidade pela concepção e organização de atividades culturais.
7) Do que mais sente
saudades?
Certamente daquele espírito acadêmico e de estudos que só a UNESP
possibilita. Na época minha experiência acadêmica foi plena e de extrema
dedicação. Isto tem a ver com o prazer nos estudos e também com a idade. Eu era
muito jovem e as coisas pareciam não pesar como no mundo duro do trabalho (rsrs).
Também tenho saudades dos amigos que fiz no PET, embora felizmente ainda
mantenha contato com a maior parte deles: Giseli Adornato de Aguiar (amiga de
todas as horas!), Cristiane Sampieri, Emanuela Fernandes Arantes, Deise Sabbag
(que foi meu anjo quando cheguei no Rio de Janeiro), Mara Pedrochi e outros. Não
posso deixar de mencionar as saudades imensas da Profa. Maria Helena. Além de
tutora, professora e defensora de uma Biblioteconomia Social, Maria Helena se
tornou depois uma amiga, sempre interessada em meu desenvolvimento acadêmico,
intelectual e acima de tudo, humano.
"O PET é um projeto/exemplo a ser seguido, uma vez que ele nos dá
as bases para o entendimento do papel e das possibilidades da pesquisa e do
convívio social na universidade. Certamente a maior lição é que o PET sempre
apontou para a importância e a ética nos estudos e na construção do
conhecimento. Desejo longa vida ao PET! Só o estudo pode transformar nossa
sociedade e engradecer nossa alma."

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