Programa de Educação Tutorial (PET) - BIBLIOTECONOMIA

Vida de petiano: relatos dos ex integrantes

A Professora doutora Luciana compartilhou sua experiência como petiana, confira a seguir:


Sou Luciana de Souza Gracioso, graduada em Biblioteconomia pela Unesp de Marília em 1998, mestre em Biblioteconomia e Ciência da informação pela PUCCamp em 2002 e doutora pelo IBICT/UFF em 2008. Sou docente do Departamento de Ciência da informação da Universidade Federal de São Carlos desde 2004, onde atualmente sou Tutora do Grupo PET de Biblioteconomia e Ciência da informação, com muito orgulho!

1) Como o PET contribuiu para a sua formação?
A participação no PET foi para mim, utilizando uma expressão que li no livro “Existem crocodilos no mar”, o “ponto do não retorno”. Esta expressão diz respeito a episódios que ocorrem em nossas vidas, que uma vez tomada a decisão, mudam significativamente todas as nossas futuras escolhas. E ter tido a oportunidade de participar do PET significou isto para mim. Foi a partir dos desafios vivenciados por esta experiência coletiva que pude aprender sobre meus limites, mas também pude identificar algumas de minhas habilidades. Foi neste espaço circunscrito de estudo, lazer e trabalho que tive a real dimensão da vida acadêmica. A oportunidade de ser petiana alargou meus horizontes de atuação profissional. Permitiu-me sair do lugar comum. Tive possibilidade de criar, criticar, sugerir, recuar, avaliar. Foi possível e necessário desenvolver, de modo quase natural, certo nível de autonomia – que hoje enquanto docente procuro estimular aos meus alunos.

2) Em que período você participou do PET?

Fui petiana de 1996 a 1998.

3)De suas experiências no PET, quais foram as mais significativas?

Sem dúvida as experiências relacionadas à participação em eventos científicos foram as mais marcantes. A possibilidade de participar do processo de produção cientifica em todo o seu ciclo, culminando na apresentação de trabalhos em diferentes cidades, estados e países formou minha identidade acadêmica. Foi a partir destes movimentos que decidi, ao longo da graduação, já seguir a carreira acadêmica.

4)Dos projetos desenvolvidos pelo PET naquela época em qual ou quais atuava?

As atividades no PET eram bem distribuídas. O que quero dizer é que todos participavam de tudo um pouco e em doses equilibradas.

5)Qual era o projeto, entre todos do PET, que mais se destacava na sua época?

Tivemos alguns pontos fortes ao longo de 1996 e 1998. Fizemos um amplo trabalho de divulgação do curso nas escolas – atividade que procurei reproduzir em minha instituição nos 4 anos que fui coordenadora de Curso. Produzíamos pesquisa de qualidade também, principalmente sobre o Moderno Profissional da Informação, sendo que os resultados destas pesquisas nos permitiram participar em eventos na Argentina e em Brasília. Organizamos visitas pedagógicas a Instituições no Rio de Janeiro como Biblioteca Nacional, Arquivo Nacional dentre outros, em que os demais alunos do Curso também participavam.

6) Quais eram as suas atribuições?

Lembro-me de participar de tudo, todas as frentes. Distribuíamos algumas atividades de rotina entre os participantes, mas em forma de rodízio. Não me recordo de ter tido uma atribuição específica ao longo de minha “carreira” como petiana.

7) Do que mais sente saudades?

Sinto saudade de um sentimento inocente que tinha naquela época, de quem acreditava plenamente na educação e considerava o estudo a maior forma de libertação. Hoje continuo acreditando em tudo isto, mas o sentimento agora é o de responsabilidade sobre estes fenômenos. 


"Quero registrar meu desejo de que o Grupo PET de Biblioteconomia da UNESP de Marília, assim como o Grupo PET de Biblioteconomia da UFSCar e os demais Grupos de nossa área, se fortaleçam e integrem sempre e que as ações dos Grupos possam se aproximar cada vez mais das demandas reais e concretas da sociedade."

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